Robô da NASA aterra em Marte
O Robô Perseverance da NASA, aterrou às 20h56 de quinta-feira na superfície de Marte, após uma manobra ultra-perigosa mas muito bem sucedida, ao que tudo indica, para recolher amostras do solo e de outros elementos daquele planeta.
A viagem demorou menos de sete meses depois de ter partido da Terra e percorridos 470 milhões de quilómetros.
O robô-cientista enfrentou o momento mais arriscado da sua carreira e sobreviveu aos "sete minutos de terror" - a manobra perigosa que precedeu a aterragem em Marte. Em sete minutos, o aparelho conseguiu abrandar de uma velocidade de 20 mil km/h para zero e pousar na cratera Jezero, onde terá existido um lago e um delta.
Poucos segundos depois de aterrar, o Perseverance já enviava o seu primeiro tweet com a primeira imagem do que "viu" daquela que será a sua casa a partir de agora e para sempre.
Nós, cá na terra, olhamos para isto e abrimos os olhos de espanto. O que o ser humano consegue. Até onde vai a tecnologia que permite tal desiderato.
Este sucesso, porém, apoquenta-me. É certo que não tenho conhecimentos técnicos para vislumbrar, com clareza, os ganhos - sobretudo os imediatos - desta conquista. Mas a minha apoquentação advém do facto de olhar, primeiro, para o planeta Terra e verificar o que cá se passa: fome, pandemias, guerras, atentados diários ao clima que o faz revoltar-se cada vez mais, etc.
Daí que tenha dado por mim, quando vi o Robô chegar a Marte, a pensar no dinheiro que se gastou nesta missão e o meu pensamento ter viajado logo não para Marte mas, antes, para imensas imagens do nosso planeta, que os cientistas e o dinheiro alocados a esta missão podiam resolver.
Sim, eu trocava claramente esta imagem por passar a ver as crianças de África - e de outros pontos do Mundo - sem fome, a terem casa condigna, poderem ir à escola, ter acesso à cultura, etc